Bandas Cover


Agradeço a essa oportunidade que a faculdade nos proporcionou, de fazer um trabalho de campo onde achei que foi uma experiência muito legal e interessante. Além de aprender a usar blog, fizemos um trabalho muito caprichado sobre as bandas cover. Foi muito importante esse trabalho, para podermos entender o quanto é significativo um trabalho de um antropólogo, com todos estudos feitos para então entender o “outro”.
O Show do Hocus Pocus, que aconteceu no sábado passado, infelizmente não pude comparecer. Mas diante da visão da minha colega de grupo, Bárbara, fiquei muito encantada pelo tamanho profissionalismo, dedicação e talento que ela relatou ter presenciado durante todo o show, por todos da banda. Fiquei muito feliz em saber que eles são realmente um grande sucesso como a gente imaginava ser, e que eles não somente reproduzem a música dos Beatles, mas fazem uma homenagem maravilhosa para eles que foram maravilhosos também. Surpreende ao saber pela Bárbara, que eles passavam em sua música a mesma mágica que os Beatles tinham, e que durante todo o show foi só magia e emoção para todos que ali estavam.
Espero poder estar em algum próximo show de algumas da Bandas Cover que estivemos em contato.
E para finalizar, agradeço a todos que visitaram ao nosso blog e deixaram recados e em especial a atenção e a colaboração da bandas Anthology e Hocus Pocus.


Escrito por Laurinha às 15h44
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Acredito que meu pensamento sobre as bandas cover mudou pois ao
fazer esse trabalho de campo pude perceber que além de ter sido meu
parente ha alguns anos atrás por ter sido casado com uma prima de
minha mãe percebi que ele e eu gostamos de tal aproximação logo
percebi que tanto ele quanto eu queremos nos conhecer
pessoalmente.E também no dia do show ele me disse que lembra de mim desde pequena

Foi uma impressão bacana e sem contar que
ao saber que irei ao show da banda neste sábado ele ficou muito
satisfeito ao saber disso.


Nesse dia percebi a energia que estava no ar ao ver a banda Hocus Pocus tocando, parecia realmente como se fosse um show do próprio Beatles.

Realmente foi muito bacana, uma experiência marcante.

Em cada música o público delirava e se contagiava com a afinação da banda, sem contar que eles foram bastante educados e receptivos comigo e todos os demais.





Escrito por barbara às 17h38
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No dia do Show dos Hocus Pocus.

No dia 12 de novembro de 2005teve o show  no bar chamado Fundo do Baú às 23 horas da banda cover dos Beatles  chamada Hocus Pocus.E ao ir ao local percebi  o clima “gostoso” que estava lá.Todas as mesas a luz de vela.Antes de o show começar  passava um clipe dos Beatles.O publico estava muito empolgado,cantando junto com a banda,dançando e nisso o clima já tinha “atacado a todos”.Suas empolgações eram tanta que era como se fosse o próprio show dos Beatles e não um cover.A cada música eles contavam uma história  da própria música dos Beatles.



Escrito por barbara às 17h04
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Na entrevista com a banda Hocus Pocus, o baterista da banda mencionou que tinha visto o nosso blog e gostou muito mas disse para retirar a foto que estava lá pois nela nao estava os integrantes atuais da banda.
Por isso, tivemos que mudar a foto por uma mais recente.


Escrito por barbara às 15h48
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Integrantes da banda cover Hocus Pocus

Beto Arreguy - guitarra solo e voz, Jô Andrade - bateria e percussão,

Teco Mafra - teclados e voz, Vlad Souza - guitarra base e violão e voz, Walter Andrade - contrabaixo e vocais.

Conseguimos entrar em contato com a banda Hocus Pocus através do site o qual tem os telefones de contato.Daí ligamos para um número de um dos integrantes da banda (Jô).Ele nos consedeu a entrevista pelo telefone mesmo.Mais tarde descobri que o (Jô) foi casado com uma prima de minha mãe.E fez um convite para ver o show deles no sabado no bar Fundo do Baú.

Caso queiram entrar em contato com eles ligue:

Jô Andrade:9973-8600



Escrito por barbara às 15h21
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15. No inicio foi fácil achar a identidade da banda?

Foi.Porque os Beatles são os únicos que tem catálogo de todas as músicas em todos os postos de vendas.

16. Vocês se consideram fazer parte de um banda cover,ou apenas acreditam ser um atalho para tornar-se conhecido,para entrar no mercado musical?

 Considero,uma banda cover,mas ainda temos a idéia de fazer um trabalho próprio.

17. Tem vontade de fazer e escrever suas próprias músicas e sair da rotulação de Cover?

Já temos algo pronto,mas no momento estamos optando por dedicarmos exclusivamente a tocar na banda cover.Talvez numa outra época possamos partir para uma coisa própria.

18. Tem seu próprio CD?

Nada gravado comercialmente por dois motivos.O primeiro é que o CD original dos Beatles é melhor.O segundo por que os direitos autorais dos Beatles é muito caro,pois uma música dos Beatles é cinco mil dólares comercialmente falando.

 

 



Escrito por barbara às 15h18
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10. Ainda continua na banda?Se não qual o motivo de sua saída?

Somente Jô Andrade e Walter Andrade continuam. Os outros saíram por motivos variados.

11. Existe algum preconceito, sentiu algum preconceito?

Não,sempre foram respeitados.

12. Conte algum preconceito vivido por você?

Não teve nenhum preconceito sentido pela banda.

13. Há quanto tempo vocês estão juntos?

Estão juntos há 21 anos

14. Como vocês vêem a música na vida de vocês? (Paixão, Hobby, Diversão, Passa Tempo)

Temos a música como paixão,diversão,passa tempo e hobby tudo junto.Jô o integrante da banda disse uma frase assim: “É um hobby que deu certo,um trabalho prazeroso”.

 



Escrito por barbara às 15h17
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Entramos em contato com outra banda cover chamada Hocus Pocus.

1. Qual o nome da banda e por quê da escolha do nome?

Hocus Pocus. Porque na época uma serie de nomes surgiram entre seus componentes sendo um deles Hocus Pocus.O significado desse nome é Abracadabra que em inglês significa um passe de mágica,ou seja, os Beatles estariam voltando como num passe de mágica.

2. Quantos integrantes formam a banda?

São cinco integrantes sendo Beto Arreguy - guitarra solo e voz, Jô Andrade - bateria e percussão, Teco Mafra - teclados e voz, Vlad Souza - guitarra base e violão e voz,, Walter Andrade - contrabaixo e vocais.

3. Quando começou a banda?

Começou a 21 anos atrás  quando alguns amigos se reuniram na casa de um deles (Walter Andrade) para comerem,beberem,conversarem tocando algum instrumento.

4. Qual foi o motivo de montar a banda cover?

A idéia surgiu numa das reuniões em que um deles lançou a idéia de montarem uma banda.

5. Quem teve a idéia e como surgiu essa idéia?

Tiveram a idéia Walter Andrade e Eduardo. Surgiu numa destas reuniões na casa do Walter Andrade.O Eduardo já não pertence mais a banda.

6. De qual banda teve a inspiração?

Teve a inspiração dos Beatles.

7. São fãs dessa banda?

Sim,muito.

8. Já fez algum show?Quando?Onde?

Fazemos mais de 1000 shows por todo o Brasil.E já por duas vezes foram convidados para tocarem em Londres no festival de Liverpool onde só se toca bandas cover.

9. Deu algum retorno profissional?

Profissionalmente não,mas financeiramente sim.

 

 

 

 

 

 

 



Escrito por barbara às 15h17
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Entramos em contato com outra banda cover chamada Hocus Pocus.

Desde 1984 o Hocus Pocus interpreta a música dos Beatles e traz de volta a magia de um sonho que não acaba nunca.
Formado por cinco brasileiros das montanhas de Minas, o grupo, além de observar arranjos originais dos Beatles, compartilha com o público a emoção e a alegria que marcaram o quarteto de Liverpool.

Os shows mesclam a ingenuidade das baladas com o vigor do rock & roll, apresentando também canções da fase mística, pacifista e psicodélica.
Ao som dos Beatles, ao som do Hocus Pocus, fica a certeza de que não é tão difícil se sentir jovem.

http://www.hocuspocus.art.br



Escrito por barbara às 08h38
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Integrantes da banda cover Anthology

Alexandre Alpino- bateria e percussão,Bernardo Annoni- teclados, percussão e vocais,Bruno Fernandes-contrabaixo e vocais,Gustavo Sampaio - guitarra solo, guitarra 12 cordas e vocais,Marcelo Thomé- violão, guitarra rítmica e vocais.



Escrito por barbara às 09h30
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Como foi o contato com a banda cover dos Beatles?

Quem indicou está banda foi o Professor Carlos D'Andrea o qual é amigo de um dos integrantes da banda.Conseguimos entrar em contato com a banda cover chamada Anthology através do site www.anthology.com.br o  qual disponibiliza um telefone de contato.Após isso fizemos o primeiro contato através desse telefone.

Entretanto, após muitas ligações feitas não conseguimos entrar em contato.Mas o nosso telefone ficou gravada na bina.Com isso, Marcelo o guitarrista da banda ligou para gente e não se importou por ajudar.Como estavam muito ocupados por ter que fazer varios shows por semana o qual era mais difícil de encontrar por esse motivo.

Enfim,o modo que obtivemos tal entrevista foi através do email.

 



Escrito por barbara às 09h16
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15. No inicio foi fácil achar a identidade da banda?

Definitivamente, não. Primeiro por termos como exemplo e principais influências, outras bandas cover de Beatles de BH, e isso fazia com que muitas vezes procurássemos imitá-los, quase tanto quanto queríamos imitar os Beatles. Segundo, pela falta de experiência, que foi (e está) sendo adquirida, gradativamente, a cada nova apresentação da banda.

Como disse anteriormente, aos poucos fomos ganhando nosso espaço no cenário musical de BH e, com isso, nossa própria personalidade e estilo.

16. Vocês se consideram fazer parte de uma banda cover ou apenas acreditam ser um atalho para tornar-se conhecido, para entrar no mercado musical?

Os objetivos de cada integrante da Anthology são variados, mas convergem em um; reproduzir, da melhor forma possível, as canções dos Beatles.Alguns pretendem seguir a carreira na música, e outros possuem seus objetivos profissionais distantes do 'mercado musical'.

17. Tem vontade de fazer e escrever suas próprias musicas e sair da rotulação de Cover?

Todos nós temos músicas próprias, mas nosso projeto, hoje, é continuar fazendo cover.

18. Tem seu próprio CD?

Temos um CD para fins de divulgação.

Marcelo Thomé S. Rocha.

Músico – Guitarrista da banda Anthology (Beatles Cover).

Caso queiram entrar em contato com eles para algum show liguem para Marcelo:

Cel: 031 9183-6951 ou mande um e-mail: marcelothome@gmail.com

 



Escrito por barbara às 09h35
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10. Deu algum retorno profissional?
A priori, a banda foi montada para termos nossos momentos de diversão nos sábados à tarde – quando a banda ensaiava. Depois de algum tempo e de vários shows, notamos que já estávamos ganhando um público fixo e, em respeito a eles, tivemos que encarar o projeto com mais seriedade e, assim, buscar crescer e inovar sempre.

Foi ótimo, pois conseguimos conciliar o profissionalismo com o prazer e diversão de tocar Beatles ao lado de grandes amigos.

11. Ainda continuam na banda? Se não qual foi o motivo da saída?

A banda sofreu duas trocas desde sua formação, em 2002.

No início de 2003, saiu nosso primeiro baterista, Ricardo Ramos. Em seu lugar, entrou Alexandre Alpino (ex-integrante da banda Get Back), que continua conosco.

Em 2004, saiu o baixista original da Anthology, César Ávila. Bruno Fernandes foi chamado pela banda para substituí-lo, e é o atual baixista da banda.

César e Ricardo deixaram a Anthology, pois tiveram que se mudar de cidade. César foi morar em sua cidade natal, São João Del Rey, e Ricardo, em São Paulo.

12. Sentiram algum preconceito? Conte.

No início, muitos diziam que não teríamos espaço, pois já existiam duas outras grandes bandas cover de Beatles no cenário musical de BH, a Sgt Peppers Band e a Hocus Pocus, que tocavam há bastante tempo na capital.

Nós mesmos tínhamos alguns receios com relação a isso, mas víamos as outras bandas como exemplos a serem seguidos, ídolos, além de sermos amigos dos membros delas.

Depois de um ou dois anos, e muita persistência, notamos o reconhecimento do público com relação ao nosso trabalho. Certamente, temos vários objetivos a serem alcançados, mas o principal – vencer essa barreira – acho que já estamos conseguindo; Criamos nosso nome, nossa personalidade musical e nosso próprio estilo de apresentar as músicas dos Beatles, buscando sempre muita fidelidade com as versões originais.

13. Como vocês vêem a música na vida de
vocês?(paixão, hobbie, trabalho, diversão, passa tempo)

Todos nós vemos a música como diversão. Fomos encarando como trabalho e, assim, com mais profissionalismo, à medida em que tínhamos um retorno do público, conseqüência de nossa dedicação e entusiasmo.

14. Há quanto tempo vocês estão juntos?

Com essa formação, há pouco mais de um ano.

A Anthology ainda tem três membros que estão desde o início da banda, portanto, há quatro anos.



Escrito por barbara às 09h34
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1. Qual o nome da banda e o porquê a escolha desse nome?

O nome da banda é ANTHOLOGY.

O nome está relacionado ao projeto de Paul McCartney, Ringo Starr e George Harrison, com o mesmo nome, em que foram lançados, a partir de 1994, Cds, vídeos e um livro contando a história dos Beatles. Achamos que o nome – ANTHOLOGY – não podia se encaixar melhor em nosso próprio projeto, também, pois temos exatamente o mesmo intuito; através da música, fazer uma verdadeira viagem por todos os anos da Beatlemania.

2. Quem teve a idéia desse nome para a banda?

O nome 'chegou' comigo, que vim de uma outra banda que se chamava Anthology Sixty Band.

3. Quantos integrantes formam a banda?

Apesar de algumas mudanças em sua formação, a Anthology sempre foi composta por cinco músicos, sendo atualmente, formada por Bruno Fernandes (Vocal e Baixo), Marcelo Thomé (Violão, Guitarra e vocal), Alexandre Alpino (Bateria), Bernardo Annoni (Teclado e vocal) e Gustavo Sampaio (Guitarra solo e Vocal).

4. Quando começou a banda?

Em janeiro de 2002, sendo que a primeira apresentação ao vivo aconteceu dois meses depois, em março, no bar e restaurante Pau e Pedra, na Savassi.

5. Qual foi o motivo de montar uma banda cover?

Todos os membros da Anthology sempre tocamos em outras bandas e tínhamos, em comum, a paixão pelo rock inglês, especialmente, pela música dos Beatles. Além da diversão e prazer em tocar a música de que mais gostamos, estamos divulgando e ajudando e manter viva a beatlemania.

6. Quem teve a idéia e como surgiu a banda?

Os primeiros integrantes da Anthology – Ricardo Ramos, Gustavo Sampaio, César Avilla e Bernardo Annoni – tocavam, anteriormente, na extinta banda Penny Lane (cover dos Beatles de BH).

Quando deixaram a Penny Lane, resolveram montar outra banda cover, com os mesmos objetivos (reproduzir fielmente ao original, as músicas dos quatro cabeludos de Liverpool) e, assim, me chamaram para me juntar ao projeto. Como já éramos amigos, sem pensar, aceitei. Estava pronta a primeira formação da banda Anthology; Ricardo Ramos, César Avilla, Marcelo Thomé, Gustavo Sampaio e Bernardo Annoni.

7. De qual banda teve a inspiração?

De outras bandas cover de BH, especialmente da Sgt Peppers Band e, obviamente, do rock inglês, especialmente dos Beatles.

8. São fãs dessa banda o qual se inspiraram?

Sim, sem dúvida.

9. Já fizeram algum show?Quando?Onde?

Temos, hoje, cerca de 80 shows em nosso "currículo", em BH e em diversas cidades de Minas, como Patos de Minas, Pará de Minas, Almenara, Matozinhos, Pedro Leopoldo, dentre outras, e duas apresentações antológicas no Palácio das Artes, em Belo Horizonte, no final do ano de 2004, em que tivemos todos os ingressos vendidos e lotamos o teatro.



Escrito por barbara às 09h24
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Comentário sobre o Trabalho de Campo de Juliana Gonzaga Jayme.

Os clones

 

Com base na pesquisa apresentada por Juliana Gonzaga Jayme, no seu texto de dissertação em mestrado da UNICAMPI, foi possível um melhor entendimento sobre o também Trabalho de Campo discutido por ela sobre bandas cover, tratado pela expressão “Clone”. A autora quer destacar principalmente em seu trabalho de campo o fato dele poder ser denominado como trabalho de campo em trânsito. 

 

É percebida por Juliana, a grande dificuldade de se fazer um Trabalho de Campo, com esse tipo de grupo, que diante aos olhos de todos não formam nem um grupo no sentido usual do termo. Ou seja, apesar dessas pessoas freqüentarem boates, fazer apresentações públicas, assistir a shows de seus modelos e aparecer na mídia, elas não são reconhecidos como realmente deveriam ser, e sempre são rotuladas de uma maneira menos eficiente do que as bandas verdadeiras.

 

Na verdade, a falta de um território específico dos sujeitos estudados, cria uma distancia de uma maior convivência para a construção de uma então pesquisa mais concreta, porque além do “trânsito físico”, eles próprios estão envolvidos com outras atividades em seu cotidiano, como escola, trabalho e família, por isso o tempo para os encontros é, muitas vezes, escasso. E por esse motivo a autora fez um trabalho de campo em trânsito, mesmo com todas as dificuldades de comunicação com os "clones", tentou da melhor maneira não sair prejudicada e nem o mesmo quanto a eles.   

As Bandas Cover, ou melhor, os clones se constroem para serem notados, vistos, reparados e isso, Juliana, pode perceber que em sua entrevista, os fizeram ficar muito satisfeitos, com a importância e atenção que ela deu para eles.

 

Segundo Marc Auge, o autor citado por Juliana, a antropologia sempre foi à antropologia do aqui e agora, antes o etnólogo em exercício tinha que estar em um só lugar com seu objeto de análise, o tempo todo, os observando, agora isso não prioridade em alguns casos. Somente uma entrevista mais específica e uma pesquisa mais extensa já nos dão o resultado perfeito do estudo do outro. O fato é que toda etnologia supõe um testemunho direto de uma atualidade presente.

 

A Antropologia visa uma realidade contemporânea que supõe a passagem, o efêmero, o provisório, o “não lugar” e que por si só constitui objeto de investigação, isso se dá nesse projeto de trabalho com as bandas cover, ou clones, “mas o próprio mundo contemporâneo que, por causa de suas transformações aceleradas, chama o olhar antropológico...” Marc Augé". Da mesma forma que os próprios meios de comunicação, os clones também multiplicam ídolos, artistas pop, ao saírem nas ruas como réplicas que são ou pretendem ser. Sem constituírem em um grupo, espalhado pelas cidades, pode ser que estejam ocupando os “não lugares” de que Marc Augé tanto fala.

 

Cada vez mais vemos os clones se repetindo, repetindo artistas tão conhecidos chamando a atenção da antropologia. Durante as entrevistas de Juliana com clones, tentando mesmo que em espaços não muito ideais, muitas das vezes, a observação deles em festas, shows, e até no seu próprio quarto se arrumando, e isso fez com que ela os compreendesse, e interpretasse o que realmente eles eram e o que aquilo tudo representavam para eles.

 

A parir em que avançava a coleta de dados, a observação, as conversas e mesmo a reflexão teórica, algumas hipóteses se perderam, outras foram formuladas e às questões antigas somavam-se novas. Juliana também cita em seu texto a idéia que tinha no principio sobre o tema de seu trabalho. Os clones, para ela, representavam como um “sacerdote” do mito distante, assim a aparição dos clones era mais possível e fácil devido à distância do ídolo e do modelo.

 

Por último, Juliana conta que em meio a sua pesquisa, aconteceu no Brasil os megas shows de Madonna e Michael Jackson e ela pode perceber que houve um aumento significativo de clones desses dois cantores, simultaneamente à estada deles no Brasil. Os clones eram muito mais do que somente fãs, talvez mais exagerados do que aquele usual, eram pessoas que sonhavam ser reconhecidas pelo seu esforço e trabalho, e lutavam pelo seu reconhecimento.

A partir de Geertz, outro autor citado por Juliana, a etnografia é uma descrição densa, ainda não há como fazê-la sem ter "estado lá", no campo, pois só assim, o "estar aqui" escrevendo pode ser um fato concreto a verdadeiro.             



Escrito por Laurinha às 08h59
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